Escolhemos Monte Verde para passar o final de semana + dia dos namorados, que esse ano caiu em um segunda-feira. Isso foi bom porque fugimos um pouco dos altos preços do feriado de Corpus Christi. Para quem nunca foi, a cidade é muito procurada no Inverno, justamente porque tem um charme que lembra Campos do Jordão.

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Arquivo Pessoal

A natureza é muito rica devido a sua localização no alto da Serra da Mantiqueira, proporcionando temperaturas que variam de 28° C no Verão e a -1° C no Inverno. Como fomos agora, em meados de junho, quase inverno, já pegamos um termômetros entre 16° C a 2° C.

Saímos no sábado às 09h30 e chegamos às 12h20. São 165,1 km de distância de São Paulo, o que dá mais ou menos 2h30 de viagem. O trajeto é bem tranquilo e cheio de verde. 

O Fernando resolveu testar pela primeira vez o Airbnb. Escolhemos um lindo e muito, mas muito charmoso chalé a 5 minutos do centro da cidade (clique aqui para ver o chalé). A proprietária Carla é uma anfitriã muito cuidadosa e gentil. O chalé é ideal para casais com ou sem criança. É amplo, tem uma sala linda muito bem decorada com uma janela enorme com vista para a natureza. Também tem uma cozinha totalmente equipada, desde microondas, forno até talheres. Levamos algumas coisas e nem precisamos usar. Já tinha tudo. No quarto, a decoração é bem romântica e tinha tudo também bem limpinho e cheiroso. Dava para ver que eles lavaram tudo e limparam antes da nossa chegada. O banheiro é bem grande e iluminado.

Como a proposta era curtir os momentos a dois e comer bem, quando chegamos, nos acomodamos rapidamente e fomos almoçar no Rancho da Picanha. Tinha uma pequena fila de espera, mas não ficamos mais que 10 minutos para entrar e ser atendidos. Apesar de cheio o atendimento é bom. Não tivemos problemas. A casa oferece rodizio de fondue, mas pedimos o carro chefe da casa que é a picanha com seus acompanhamentos e dois sucos de limão. Um prato serve muito bem duas pessoas. Tinha música ao vivo. Pessoalmente não curto lugares para almoçar com música. O risco de ser ruim ou de deixar o ambiente pesado e barulhento é grande. Nesse caso, estava ok e pagamos R$ 10 de couvert artístico cada. A conta ficou em torno de R$ 115.

Após o almoço, demos uma volta na principal avenida da vila entrando nos comércios que em sua maioria traz algum artesanato ou comida tipica da região. Fomos nos aquecer tomando um delicioso chocolate quente cremoso na Sabor Chocolate. Os produtos costumam ser baratos e tem uma infinidade de doces e chocolates. Pagamos R$ 12 em cada bebida. Gostamos muito, mas muito da bebida deles. Era cremosa e saborosa.

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Arquivo Pessoal

O clima da cidade é de paz e tranquilidade. Ficamos andando por horas, conversando, experimentando queijos e cachaças. O charme todo fica por conta do estilo europeu, pela culinária mineira e alemã e na variedade de produtos que podemos encontrar no comércio.

A natureza é rica em florestas de Araucárias e Pinheiros, que podem ser apreciadas nos passeios à cavalo, motos e caminhadas com uma variedade de flores exóticas, riachos e cachoeiras. Não fizemos esses passeios, mas na cidade tem muitos guias turísticos e pacotes para todas as idades e famílias.

A noite fomos jantar no Café Pinhão que é um restaurante amplo, bem decorado e charmoso. Tinha muitos atendentes, mas a maioria não fazia ideia do cardápio que estava vendendo. Alguns estavam lá como freela para dar apoio, pois o movimento estava intenso. Mas eles compensavam pela simpatia. Pedimos duas taças de vinho tinto da casa por R$ 19. Não recomendamos. Peça uma das cervejas especiais que eles tem ou vinhos já conhecidos. Para comer pedimos o fondue de carne. Estava delicioso. A carne estava macia e os acompanhamentos eram bem diversificados. Eram 8 tipos: sal grosso, ervas finas, maracujá, rose, azeitona, apimentado, mostarda e queijos.

No domingo, fizemos no nosso maravilhoso chalé uma baita café da manhã e até fondue a noite só nós dois.

No almoço de domingo Fernando queria muito ir no Portale Di Napoli. O chef da casa é filho de pernambucano com italiano. Então tanto o restaurante como sua comida trazem referências das duas culturas. O salão é amplo e bem decorado, com alegria. O atendimento também é excelente, todos gentis. Pedimos o couvert simples com pão italiano, manteiga, sal do himalaia e azeite paesano. O carro chefe é o Polpettone e suas combinações, que varia de preço entre R$ 48 a R$ 55. O Fernando pediu o Polpettone com Spaghetti alla Bolognesa. Já eu pedi um Spaghetti com alla Rose e dois sucos.

 

Depois demos um pulo na Chocolateria Monte Verde para tomar mais chocolate, porém esse não gostamos muito. Era meio sem sabor, nem chocolate nem toddy. Nem tomamos tudo. O preço era igual ao da primeira chocolateria.

Na segunda-feira tomamos café no chalé e arrumamos as malas. Nosso check out não tinha horário, então saímos umas 15h para almoçar e pegar estrada. Escolhemos o Boteco do Lago, que é dos mesmos donos do Café Pinhão. O diferencial desse é a localização, pois fica rente a um lago com patos e super agradável. É um belíssimo lugar para se almoçar em um dia ensolarado, porém é bem caro. Todas bebidas são caras acima dos outros restaurantes da avenida e as porções são pequenas. A atendente era simpática, mas também estava emprestada de outro restaurante e não conhecia bem o cardápio. Pedi uma Batata Rosti com Frango ao Cury e veio uma Batata Rosti de Carne Seca. Apenas avisei que estava errado, mas como demorou 30 minutos para chegar a comida não deixei ir embora. Iria demorar muito. O pedido do Fernando veio correto Batata Rosti com Camarões. Pedimos dois sucos. Com o courvet artístico de R$ 15 por pessoa a conta ficou em torno de R$ 150. De lá voltamos para São Paulo sem paradas.

Na volta para casa paramos no Chalé da Tânia para dar uma olhadinha nas comidinhas e artesanato! O atendimento é excelente e tem grande variedade de queijos, doces, geleias e frios!